quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ante a ti me curvo.

Vaguei por aventuras, vivi amores confusos, sonhei utopias,
Vivi mais de cem anos em pouco tempo e conheci o mundo,
Fui romântico, insensível, atrevido, recatado,
Fui um misto de coisas boas e ruins na busca de entender o meu redor.

Aprendi com a vida, cresci nos infortúnios, chorei sozinho várias vezes,
Alcancei o grau máximo de segurança que um homem pode chegar,
Me tornei maduro e preparado para tudo. Nada temo.
Sou o piloto da minha própria vida, escolho meus caminhos.

Te vi. Aiai.

Perdi minha bússola, não sei onde pisar, não me concentro mais,
Não sou mais tão independente, nem seguro, nem preparado,
Não sei mais escolher meus caminhos nem me sinto forte a toda hora,
Não sou mais o orgulho da raça, e descobri que nunca fui grau máximo de nada.

Só sei que nada sei, se não tiver você comigo,
Nasci homem, ser-metade, que se completa, com sorte ao encontrar sua outra parte,
Esqueci de me preparar para você, você não cabia no meu entendimento,
Só me vejo ao teu lado, em você, sua intersecção.

Agora que chegou, sou mais forte, completo, seguro e invencível novamente,
Nada temo e somos um, individualidade dupla... pluriunidade utópica e real,
Não me aventuro mais, pois encontrei meu paraíso,
Os braços teus, berço desse herói cansado, e agora completo na mansidão do seu afago.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Carne trêmula

Não sei mais quem sou eu e quem é você,
Meus membros perderam as extremidades e ganharam junções,
Junto a ti não sou mais eu somos dois,
Dois no mesmo ritmo e na mesma emoção.

Não sinto mais meu corpo como meu,
Meus sentidos se confundem com os seus numa dança divina,
Até meu entendimento se perdeu na mistura das nossas almas,
Sei que posso me perder nessa tormenta de sentidos fluidos e paixão.

Cego de amor por momentos sublimes de visão superior,
Vejo-me em outro mundo, onde o tempo não tem nexo,
Vivo o clamor da divisão multiplicada que chamam de sexo.

Com você, me fundo e me perco, não sei mais o que sou e nem quero saber,
Sinto que não sinto nada, me desprendi de sentidos terrenos,
Só sinto algo divino com você, anjo, musa, amante... não penso mais comO um ser normal, apenas me entrego.

Perfeita

Do passo firme ao meneio das madeixas,
Da elegância discreta do olhar ao sorriso verdadeiro da segurança em si,
Das cicatrizes dos desenganos que rasgas quando te queixas,
À alegria incisiva que transmites quando sorri.

És mulher perfeita, equilíbrio de fruta madura,
Menina Mulher, no ápice da existência,confiante, autêntica e segura,
Encara a vida de frente e escolhe teu caminho com teu coração,
Porque traz consigo nas marcas do tempo, a beleza concreta, no recato e na paixão.

Podes me ver suplicando seu olhar?
Mulher maravilha, arquitetada bela, como hoje estás, pelo criador,
Brinda este mortal, num beijo de Afrodite, para que hoje eu sinta, só uma vez, o que é o amor.

E ao sentir seu afago, musa, mulher com mais de trinta,
Sorrio aconchegado, no seu colo, meu ninho, porto onde minha nau atraca,
Marca minha vida, doce namorada, para que o bater no meu peito novamente eu sinta.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Meniiiina, meniiina, que falta você me faz...

Numa tarde cinzenta perdi você,
Frio e desconforto caíram como a bruma da noite,
Meu peito aberto sangrando, não sei porquê,
Não ter-te dentro de mim é o pior que o mais severo açoite.

Teu corpo não é mais seu, assim como o meu não mais me pertence,
Sua alma, amiga íntima, também faz parte do meu ser,
Não suporto a falta tua, sua presença é condição para que eu pense,
E se não penso, não existo, sem você nada posso a não ser sofrer.

Quero ver-te em mim, como órgão necessário da minha sobrevivência,
Teu sangue correndo em minhas veias, sua carne tremendo na mesma vibração,
Sem você nada sou, só carência,
Com você sou mais que completo, beiro a perfeição.

Não te apartes de mim, alma minha,
Não fujas novamente da minha visão,
Pois agora, que você chegou não sou mais o pouco que eu tinha,
Sou eu, você e nossas almas fundidas num só coração.

sábado, 24 de setembro de 2011

Flor do Cerrado

Esse poema, é uma homenagem a todos aqueles que vieram ao mundo para dar brilho e cor às coisas sem vida e sem amor, em especial, minha mãe, querida, combatente em um mundo que não entende aqueles que somente querem fazer o bem, e são obrigados a se erguerem a cada tropeço... A força destes, é o renascer, sua missão iluminar o caminho dos secos de coração. te amo, mãe querida, amiga e companheira. Continue com sua luz, alegria e amor. Pois o mundo precisa de pessoas como você.



Porque choras, flor do cerrado?
Iluminas o cinza com suas cores,
Mostra aos secos sua beleza, mil amores, choro engasgado,
Nao vês que em ti não cabe mais rancores?

Por que choras rainha das cores?
Os galhos secos que te cercam reverentes súditos a te louvar,
Cinzas aos pés, soma dos fracassos, pobres entes,
E a eles deves mostrar.

Quero ver teu brilho iluminar os galhos secos e as cinzas do lugar,
Seu amor trazer, do entulho, o verde vida, que renova num breve suspirar,
Não ha mais morte nem cinzas, pois lhes deste, flor querida, o melhor da vida, que é ressuscitar.

Neste dia, flor do cerrado, quero apenas vislumbrar,
A volta da vida, esquecida, aos galhos retorcidos,
E, eu aqui, escondido, sorrio, atrevido, ante ao brilho em teus olhos, antes entristecidos.

domingo, 4 de setembro de 2011

Pra ler ouvindo: Have you ever seen the rain

Voce alguma vez já viu a chuva?
Milagre presente a cada dia, espero sempre te encontrar,
Fenômeno natural, seu semblante, seus lábios, sua cor,
Inestimável espera de te ver, sentir, me rodear.

Voce já viu, alguma vez a chuva?
Sentiu seus pingos te cobrirem devagar?
Irritantemente te envolver, inexplicavelmente te levar,
Adorável é te ter, por perto, te ver ao longe, doce é o toque do seu olhar.

Como a chuva você vem sem avisar,
Mas te espero a cada dia sem cessar,
Seu toque, mesmo a distância posso sentir,
Vento frio que aquece o coração na esperança de só mais um olhar.

Queria poder te esperar como a terra espera a chuva,
Sede de te ter a cada dia me alimentar,
Meus poros anseiam por tua essência mesmo que num só momento te amar,
Te ter em minhas entranhas e por suas veias caminhar.

Mas sou chão, tu és céu... só posso sonhar.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Amar,sofrer, viver... cem mil vezes.

Flor que desabrocha num instante... impulsiva
Paixão escarlate que arde como chama nova... vibrante
Fogo ofuscante das noites de suor, sorriso e lágrimas... lasciva
Tédio divertido da rotina variada... amante

O amor que fortalece, no seu auge revela a fraqueza
Guerreira forte e apaixonada, coração exposto ao prazer e à dor
Alegria infinita que sempre traz sua meia irmã, tristeza
Contrariedade rotineira, que só vive quem se entrega ao amor

O sangue que escorre corria pelo rosto rubro do fulgor
A dor que sente é no mesmo peito ardente dos lençóis entrelaçados
Paixão de outrora, tristeza presente... é o que se sente, quando se tem amor
Amor que escorre, com seu sangue, dos corações despedaçados

Só ama quem se entrega, capaz de se abrir e envolver seu par
Coragem de amar e viver a vida plena, restrita ao coração
Dom divino, destemor da ruptura, ergue a morada da paixão
Morreria cem mil vezes, se em cada vida que tiver pudesse, viver, sofrer e amar

Quinze dias sob o sol

Beijei o sol, senti seu cheiro e vivi sua essência,
Adormeci no seu calor e bebi de sua fonte,
Me aninhei em suas entranhas e deitei-me em seu colo,
Me ofusquei em seu brilho e me acalmei no seu fulgor.

O tempo parou quando vi sua face,
Não lembro se era dia ou se era noite,
Perdi-me na claridade da sua autenticidade,
Embriagado da pureza da sua verdade.

Vivi uma parte de sua existência, só pra tê-la marcada em mim eternamente,
Senti seu coração batendo em pulso maior, irradiando vida ao seu redor,
Vivi, na amplitude, o que o tempo me pôde proporcionar em sua presença,
Guardo e mim sua lembrança ardente e presente dos meus dias.

Brilha Astro-Rainha aonde for com seu encanto,
Libera sua vida em forma de luz alimentando um mundo inteiro,
Dá a vida aos vales secos do caminho,
Lembra-te de mim, num relance, e me beija, à distância, com teus raios de amor.

Jéssica


Menina sapeca, esperta, arrogante e cheia de si
Nasceu assim, ninguém criou, veio pronta, entregue numa posta de outro mundo
Caiu, machucou, morreu e se refez dez vezes.. e ainda é só o começo
Fênix moderna, desafiante da vida, transgressora das regras tolas.
Conceitos insuficientes para tal jóia escondida no meio de muitos

Natasha de Dinho, Monica de Renato, Lígia de Tom
Todas elas em uma só e falta espaços não encontrados para descrevê-la
Impossível conter tal criatura em um simples rótulo..
Só se sabe que nunca será a Amélia do Mário

Hoje, mulher resultado da soma de todas as musas
A vida pela frente e quase todo mundo para trás
A mente jovem cansada da mesmice, continua a mesma... domada por si só
Futuro sob o domínio da sua vontade, dádiva divina entregue e entendida por poucos
Presente de Deus

Brilha, estrela super nova... aquece o mundo frio com um relance do seu olhar
Inspira um mundo latente a encontrar o prazer do desafio
Vive sua verdade, e saiba que se ninguém te entende, fala a língua dos mortais!
Mostra a essa terra decadente que em ti corre o sangue guerreiro esquecido pelo capital
Dê aos pobres de espírito um pouco de sua vivacidade, acende a chama do ideal !

Insônia

Olhos vermelhos, mas não quero dormir
Na verdade não consigo diante do que vejo
Estorvo inominado que me tira o direito de me refazer
Mas pra quê se refazer se o que me espera estará pior amanhã

Abuso das horas, pois não sei quanto tempo me resta, nem sei se quero o tempo
O relógio derrete numa alucinação pessoal. Quase caio nos braços de morfeu
Do limbo ele me lembra meu estorvo e volto à realidade para encarar meu pesar
As horas do relógio refeito parecem enferrujadas e cheias de pensamentos confusos

Vastas emoções, pensamentos imperfeitos, mesclados com o cheiro do silencio ao meu redor
Nada me interessa a não ser remoer meus temores sob os lençóis suados e irritantes,
Não sei se sonho, ou se atinjo o nível máximo de devaneio... mas não estou mais aqui
Não me sinto eu mesmo, sinto dor, mas não me encomoda, sinto medo mas não me aflinge

Quero uma passagem para o domínio do tempo, apagar as noites de sofrimento
Quero dias novos, com novas vidas pra viver e quero o dom do esquecimento
A luz no fim do túnel, para mim parece um trem, e eu amarrado na linha
E por mais que eu o chame, acordo do meu sono sem descanso com a luz da manhã que se renova
Começou um novo dia, novos problemas, novas emoções... mas hj ainda o estorvo virá.

Soneto da Verdade

Eu vivo a verdade. Vivo o que todos abominam
Respiro o temor dos fracos, me agrado com um sorriso de criança
Cuspo nos hipócritas e manipuladores, aproveitadores de sonhos alheios
Mostro aos sonhadores o caminho da verdade, o mais simples e esquecido

Me alimento do maná do céu, o pão da verdade e da verdade do pão
Me orgulho de ser menosprezado pelos dominadores deste mundo mentiroso
Mas vivo das pequenas migalhas que caem dos momentos de lucidez dos alienados
Digo a verdade, sem crueldade e sem maldade, verdade do amor e o amor da verdade

Luto contra todos e a favor de todos, quero revolucionar o pensamento
Quero a verdade da vida, das coisas e das pessoas
Para que de uma vida inteira, aproveite, um grão, uma folha, um sorriso, momento

Pequenas doses de verdade desabam uma vida inteira de ilusões e sofrimento
Basta um toque na base do castelo mentiroso para que ele venha ao chão
Mas a verdade, pequena casinha, simples e escondida, resiste ao impérios, ao tempo e aos lamentos