Olhos vermelhos, mas não quero dormir
Na verdade não consigo diante do que vejo
Estorvo inominado que me tira o direito de me refazer
Mas pra quê se refazer se o que me espera estará pior amanhã
Abuso das horas, pois não sei quanto tempo me resta, nem sei se quero o tempo
O relógio derrete numa alucinação pessoal. Quase caio nos braços de morfeu
Do limbo ele me lembra meu estorvo e volto à realidade para encarar meu pesar
As horas do relógio refeito parecem enferrujadas e cheias de pensamentos confusos
Vastas emoções, pensamentos imperfeitos, mesclados com o cheiro do silencio ao meu redor
Nada me interessa a não ser remoer meus temores sob os lençóis suados e irritantes,
Não sei se sonho, ou se atinjo o nível máximo de devaneio... mas não estou mais aqui
Não me sinto eu mesmo, sinto dor, mas não me encomoda, sinto medo mas não me aflinge
Quero uma passagem para o domínio do tempo, apagar as noites de sofrimento
Quero dias novos, com novas vidas pra viver e quero o dom do esquecimento
A luz no fim do túnel, para mim parece um trem, e eu amarrado na linha
E por mais que eu o chame, acordo do meu sono sem descanso com a luz da manhã que se renova
Começou um novo dia, novos problemas, novas emoções... mas hj ainda o estorvo virá.
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