sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Carne trêmula

Não sei mais quem sou eu e quem é você,
Meus membros perderam as extremidades e ganharam junções,
Junto a ti não sou mais eu somos dois,
Dois no mesmo ritmo e na mesma emoção.

Não sinto mais meu corpo como meu,
Meus sentidos se confundem com os seus numa dança divina,
Até meu entendimento se perdeu na mistura das nossas almas,
Sei que posso me perder nessa tormenta de sentidos fluidos e paixão.

Cego de amor por momentos sublimes de visão superior,
Vejo-me em outro mundo, onde o tempo não tem nexo,
Vivo o clamor da divisão multiplicada que chamam de sexo.

Com você, me fundo e me perco, não sei mais o que sou e nem quero saber,
Sinto que não sinto nada, me desprendi de sentidos terrenos,
Só sinto algo divino com você, anjo, musa, amante... não penso mais comO um ser normal, apenas me entrego.

Perfeita

Do passo firme ao meneio das madeixas,
Da elegância discreta do olhar ao sorriso verdadeiro da segurança em si,
Das cicatrizes dos desenganos que rasgas quando te queixas,
À alegria incisiva que transmites quando sorri.

És mulher perfeita, equilíbrio de fruta madura,
Menina Mulher, no ápice da existência,confiante, autêntica e segura,
Encara a vida de frente e escolhe teu caminho com teu coração,
Porque traz consigo nas marcas do tempo, a beleza concreta, no recato e na paixão.

Podes me ver suplicando seu olhar?
Mulher maravilha, arquitetada bela, como hoje estás, pelo criador,
Brinda este mortal, num beijo de Afrodite, para que hoje eu sinta, só uma vez, o que é o amor.

E ao sentir seu afago, musa, mulher com mais de trinta,
Sorrio aconchegado, no seu colo, meu ninho, porto onde minha nau atraca,
Marca minha vida, doce namorada, para que o bater no meu peito novamente eu sinta.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Meniiiina, meniiina, que falta você me faz...

Numa tarde cinzenta perdi você,
Frio e desconforto caíram como a bruma da noite,
Meu peito aberto sangrando, não sei porquê,
Não ter-te dentro de mim é o pior que o mais severo açoite.

Teu corpo não é mais seu, assim como o meu não mais me pertence,
Sua alma, amiga íntima, também faz parte do meu ser,
Não suporto a falta tua, sua presença é condição para que eu pense,
E se não penso, não existo, sem você nada posso a não ser sofrer.

Quero ver-te em mim, como órgão necessário da minha sobrevivência,
Teu sangue correndo em minhas veias, sua carne tremendo na mesma vibração,
Sem você nada sou, só carência,
Com você sou mais que completo, beiro a perfeição.

Não te apartes de mim, alma minha,
Não fujas novamente da minha visão,
Pois agora, que você chegou não sou mais o pouco que eu tinha,
Sou eu, você e nossas almas fundidas num só coração.