sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Carne trêmula

Não sei mais quem sou eu e quem é você,
Meus membros perderam as extremidades e ganharam junções,
Junto a ti não sou mais eu somos dois,
Dois no mesmo ritmo e na mesma emoção.

Não sinto mais meu corpo como meu,
Meus sentidos se confundem com os seus numa dança divina,
Até meu entendimento se perdeu na mistura das nossas almas,
Sei que posso me perder nessa tormenta de sentidos fluidos e paixão.

Cego de amor por momentos sublimes de visão superior,
Vejo-me em outro mundo, onde o tempo não tem nexo,
Vivo o clamor da divisão multiplicada que chamam de sexo.

Com você, me fundo e me perco, não sei mais o que sou e nem quero saber,
Sinto que não sinto nada, me desprendi de sentidos terrenos,
Só sinto algo divino com você, anjo, musa, amante... não penso mais comO um ser normal, apenas me entrego.

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