Vaguei por aventuras, vivi amores confusos, sonhei utopias,
Vivi mais de cem anos em pouco tempo e conheci o mundo,
Fui romântico, insensível, atrevido, recatado,
Fui um misto de coisas boas e ruins na busca de entender o meu redor.
Aprendi com a vida, cresci nos infortúnios, chorei sozinho várias vezes,
Alcancei o grau máximo de segurança que um homem pode chegar,
Me tornei maduro e preparado para tudo. Nada temo.
Sou o piloto da minha própria vida, escolho meus caminhos.
Te vi. Aiai.
Perdi minha bússola, não sei onde pisar, não me concentro mais,
Não sou mais tão independente, nem seguro, nem preparado,
Não sei mais escolher meus caminhos nem me sinto forte a toda hora,
Não sou mais o orgulho da raça, e descobri que nunca fui grau máximo de nada.
Só sei que nada sei, se não tiver você comigo,
Nasci homem, ser-metade, que se completa, com sorte ao encontrar sua outra parte,
Esqueci de me preparar para você, você não cabia no meu entendimento,
Só me vejo ao teu lado, em você, sua intersecção.
Agora que chegou, sou mais forte, completo, seguro e invencível novamente,
Nada temo e somos um, individualidade dupla... pluriunidade utópica e real,
Não me aventuro mais, pois encontrei meu paraíso,
Os braços teus, berço desse herói cansado, e agora completo na mansidão do seu afago.
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