Esse poema, é uma homenagem a todos aqueles que vieram ao mundo para dar brilho e cor às coisas sem vida e sem amor, em especial, minha mãe, querida, combatente em um mundo que não entende aqueles que somente querem fazer o bem, e são obrigados a se erguerem a cada tropeço... A força destes, é o renascer, sua missão iluminar o caminho dos secos de coração. te amo, mãe querida, amiga e companheira. Continue com sua luz, alegria e amor. Pois o mundo precisa de pessoas como você.
Porque choras, flor do cerrado?
Iluminas o cinza com suas cores,
Mostra aos secos sua beleza, mil amores, choro engasgado,
Nao vês que em ti não cabe mais rancores?
Por que choras rainha das cores?
Os galhos secos que te cercam reverentes súditos a te louvar,
Cinzas aos pés, soma dos fracassos, pobres entes,
E a eles deves mostrar.
Quero ver teu brilho iluminar os galhos secos e as cinzas do lugar,
Seu amor trazer, do entulho, o verde vida, que renova num breve suspirar,
Não ha mais morte nem cinzas, pois lhes deste, flor querida, o melhor da vida, que é ressuscitar.
Neste dia, flor do cerrado, quero apenas vislumbrar,
A volta da vida, esquecida, aos galhos retorcidos,
E, eu aqui, escondido, sorrio, atrevido, ante ao brilho em teus olhos, antes entristecidos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário